
Meu espírito olha para cima, e procura a direção do Sol.
Mas todo o céu está encoberto e meu espírito chega a perder a orientação.
Não sei se olho para o céu, ou para o fundo de um lago em que um falso céu se refletiu.
E eu espero. E eu aguento. E eu conto até mil. Até dez mil. Até um milhão...
Conto infinitamente à espera que algo mude.
Sendo que cada segundo é um suplício e uma tortura.
Fico a esperar que a tristeza desabe ou, então, que um Sol se irrompa pelo dia.
Entender os reversos e as duplas faces de todas as coisas se torna uma loucura quando você percebe que limites não limitam sentidos nem sentimentos.
